segunda-feira, 21 de novembro de 2011

não é pra já!

Quem volta
É porque
Não foi?

Já foi,
Já não vai
Voltar!

Um adeus
Nunca é
Pra já...

Camila

domingo, 30 de outubro de 2011

Perder-se também é caminho.

Eu me perdi nesse labirinto, me perdi nesse par de olhos, nesse par de mãos. Me perdi no seu corpo todo, me perdendo do meu, no seu cabelo, no seu cheiro que se espalha pelo mundo inteiro, pelo meu corpo inteiro, pelos meus sonhos, meu pesadelo.
Nesse olhar maroto, me perdi, nesse jeitinho brasileiro que te preenche, nesse vazio completo que é seu ser.
De uma só vez, me perdi nessa boca que só fala besteira, no seu sono pesado, no seu papel nesse mundo. Me perdi na sua máscara mais frequente, nos seus gostos e gestos e preferências e músicas e livros e perfumes e, uma vez ou outra, na raiva absoluta por ser perdedora. Me deixei perder pelos sonhos que eu criei me perdendo por você, me perdi pelas flores que não chegaram, pelo bilhetinho naquela folha rosa de coração que não voltava e pela solidão imensa que se transformou na minha mais constante companhia, eu me perdi, perdição.
Na sua solidão, na minha, na nossa contramão. Na profundidade do teu corpo quente, que ainda não se despediu da minha alma fria.

Camila.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pureza!

O passarinho.
Os cheiros.
Pessoas,
Desejos, sonhos, segredos.
Amigos, beijinhos, brinquedos, lápis de cor.
Música, flor, coração..

tudo é muito mais lindo pelas lentes da criança.
E eu não quero perder a minha. Nem quero colocar óculos!:)


Camila.

terça-feira, 19 de julho de 2011

'Quem é você?'

Eu tô sentindo saudade e tristeza.
Eu tô deixando meus olhos inchados e meu travesseiro molhado.
Eu tô fechando a cara, evitando, deixando pra depois.
Tô pensando no que fazer, daqui pra frente, com um sorriso aberto.
Tô quase riscando um CD de tanto ouvir.
Tô me escondendo, mais uma vez.
Tô ouvindo que é assim mesmo, antes cedo do que tarde.
Tô vendo que não adianta me importar, tem gente que não se importa nunca.
Tô voltando de onde eu vim: do zero. E não é fácil ir de zero a dez. Garanto.

O engraçado é: eu estou, não sou.
Eu preciso de um norte, pra me definir, pra ser tudo e pra me fazer, acima de qualquer coisa, ser!

'...quase ninguém vê'. Nem eu vejo, mas o passo crucial me ensinaram qual é: eu quero.
Vou ser...

Camila.


(desconexo, eu sei..)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Há risco.

Tudo aqui é um risco
e eu?
sempre arrisco,
apesar de conhecer seu jeito arisco.

Tudo aqui é tempo.
Nada, é tudo
O risco
E o vento.

Em tempo,
A-rrisco.


Camila

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Não ao acaso.

Há algum tempo eu dizia 'que estava em paz quando você chegou' e no fundo, bem lá no fundo, sentia prazer em anunciar aos quatro cantos o turbilhão no qual minha vida e, inclusive sentimentos, tinha se transformado.
Turbilhão que teve muitas consequências, maravilhosas e péssimas, intensas e surpreendentes e que passou. Depois de muita poeira levantada, de muito erro cometido, de muita verdade omitida e de muito prazer em ser e viver no alvoroço, passou...
'Me trouxe paz quando chegou' é o que eu tenho dito, o que eu tenho pensando e o que tenho, especialmente, sentido.
E é ótimo sentir prazer por ter o coração tranquilo e por não viver mais de altos e baixos, por viver com os pés firmes, no chão ou nas nuvens.
Viver em tal estado de tranquilidade tocou em alguma coisa que eu tinha esquecido e que provavelmente nem sei o que é, mas sei que é em mim. E eu não consigo parar de pensar no quanto as coisas que nos acontecem são nossas e o quanto é bom passar por elas. Perdão pelo clichê, mas nada é por acaso, realmente, e o propósito de cada coisa é muito mais bonito e forte do que podemos imaginar e, além disso, forte é Quem nos cuida dessa maneira, mostrando a cada dia, das formas mais inesperadas, que alguns caminhos podem valer mais a pena que outros e que, ao mesmo tempo em que há alguns que nos enfraquecem, mesmo parecendo melhores, há outros que fortalecem o suficiente para não deixar cair por qualquer vento.
E o que está acontecendo é muito simples, é acreditar muito além do que se vê e é esperar só coisas boas como resultados de tudo que não é por acaso.

Camila.

terça-feira, 3 de maio de 2011

É sempre amor, mesmo que mude.

O frio chegou aqui também. Pra mim, em mim.
Algumas coisas me aquecem, outras congelam, me transformam em pedra. Mas nada me faz pegar fogo como aquele que vivia aceso. Só que talvez seja uma questão de tempo, talvez eu precise entender que nada vai ser igual, que eu vou ter que me encaixar em outro lugar e me esquentar por outros meios. Só que ainda há calor, eu sei que sim.
Sentir frio não me incomoda, o problema é a desproteção e a tristeza em perceber que nada é o que parece e que algumas pessoas, por mais que eu acredite, não são o que parecem. Coisas ruins existem e eu, infelizmente, preciso vivência-las pra acreditar.
Apesar de. Eu tô seguindo, tô sentindo coisas novas e tô me acostumando a transformar as velhas em sentimentos cada vez melhores.
Amor nunca acaba. Amor nunca acaba. AMOR nunca acaba.
Só que sempre pode começar mais uma vez.

Camila.